segunda-feira, 28 de setembro de 2009
this is the end...
depois de pouco mais de dois anos, oficialmente vou abandonar meu querido blog.
foi uma fase bem simbólica essa da existência dele. foi o começo e o fechamento de um ciclo, que só hoje consigo ver dessa forma.
provavelmente o que começou aqui continuará, mas em outras direções.
muitas perguntas que me fiz aqui foram sendo respondidas nesse tempo que passou. outras não, e talvez nunca tenham resposta.
o que eu sei é que a existência é mesmo absurda, no melhor dos sentidos, e que o resto vai mesmo seguindo, sempre, a gente queira ou não. essa é a graça, não?
minha vida pós-maternidade começou a se definir pra mim na mesma época em que comecei a escrever este blog. muito da minha identidade atual se formou junto com esses escritos.
o que está escrito aqui vai ficar aqui e sempre terá um valor enorme pra mim. daqui pra frente, é outro começo.
não é um adeus, porque nunca se sabe. então, tchauzinho, blog...
foi uma fase bem simbólica essa da existência dele. foi o começo e o fechamento de um ciclo, que só hoje consigo ver dessa forma.
provavelmente o que começou aqui continuará, mas em outras direções.
muitas perguntas que me fiz aqui foram sendo respondidas nesse tempo que passou. outras não, e talvez nunca tenham resposta.
o que eu sei é que a existência é mesmo absurda, no melhor dos sentidos, e que o resto vai mesmo seguindo, sempre, a gente queira ou não. essa é a graça, não?
minha vida pós-maternidade começou a se definir pra mim na mesma época em que comecei a escrever este blog. muito da minha identidade atual se formou junto com esses escritos.
o que está escrito aqui vai ficar aqui e sempre terá um valor enorme pra mim. daqui pra frente, é outro começo.
não é um adeus, porque nunca se sabe. então, tchauzinho, blog...
quarta-feira, 4 de março de 2009
obrigada, Adélia
pela segunda vez. e nunca é demais. a gente esquece...
"(...) o mal está em querer compreender. o maior absurdo é: existo. o resto segue. parece que não há mais perigo de me perturbar de novo, porque a compreensão é impossível e toda explicação alcança um ponto onde os diferenciais se misturam numa treva tão grande e ininteligível como a grande luz e sobra apenas e de novo: existo (...)".
Adélia Prado
é
um dia ótimo pode acabar mal, e vice-versa. engraçado como a gente nunca sabe. sempre surpresa. alegria e tristeza. dúvida e certeza. eu nunca sei. e nem sei se queria saber. chuva no asfalto quente. fumacinhas na minha cabeça.
querido diário
depois de anos, hoje voltei a nadar. e até que foi fácil. o mínimo: mil metros. na piscina do Cepe. coisa boa. o barulho da água, das bolhas, da respiração. melhor meditação que existe. depois alongar e secar no solzinho...
e que saudade absurda do passado. e que vontade inútil de adivinhar o futuro.
a vida é difícil. definitivamente não sei o que fazer.
mas o sol brilha no céu azul, é verão em São Paulo, o calor esquenta a alma, a endorfina corre nas veias...
a vida é bela.
e que saudade absurda do passado. e que vontade inútil de adivinhar o futuro.
a vida é difícil. definitivamente não sei o que fazer.
mas o sol brilha no céu azul, é verão em São Paulo, o calor esquenta a alma, a endorfina corre nas veias...
a vida é bela.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
um domingo qualquer
fim do horário de verão. uma hora a mais de sono. Ana na casa da vovó. café da manhã na padaria ao meio-dia. salada de fruta. café com leite. jornal. televisão. o garçom aumenta o volume, querendo dizer "falem baixo!". assunto: futebol. Zico ou Zidane, qual é o melhor? imagens antigas de Zico jogando. comoção na padoca: "jogava pra caralho!", "que golaço", "lembra disso?", "nooossa!"... cada um tem algo a dizer. acho bonitinha essa comoção. sorrio por dentro. uma linda menininha de um ano passeia ao redor das mesas. eu observo. ela vem andando na minha direção, apontando e dizendo baixinho "mamã, mamã, mamã". o pai meio sem graça vem pegá-la, ri e corrige: "não é a mamãe, não...". não é, mas é, né... sorrio por dentro e por fora. leio por acaso no jornal uma pequena entrevista com Luiz Tatit. como pude sempre saber dele e nunca antes ter sabido direito sobre sua teoria semiótica? na hora de pagar a conta não resisto aos suspiros caseiros. o gosto do suspiro é a lembrança da minha avó. as perguntas do fim-de-semana são as mesmas de ontem: onde estão e o que fazem as pessoas da minha idade? que pedaço da história eu perdi? crise de identidade ao contrário... é referente?! e a chuva volta a cair.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
6
a única maneira de saber ao certo era vivendo, e ela precisava saber. muito. era chegada a hora. não era proibido, mas era revolucionário (pelo menos pro âmbito da sua vida, naquele momento, era revolução armada, guerrilha, anarquia...). o cheiro de flores parou no tempo. era o mesmo de sempre, que entrava pela janela quando o vento batia de um jeito. ela se via aqui e lá. metade, metade. mas a verdade é que já estava lá há muito tempo. e lá, agora, era aqui. e aqui, agora, era respirar fundo. e viver. no primeiro dia em que acordou sozinha, às seis da manhã, a campanhia tocou. pra sempre, pra nunca mais... o cheiro de frutas tomou conta dele, dela, da casa, da cama, da vida. era tão de verdade o cheiro. era tão de verdade a vida.
[continua...]
[continua...]
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
freio
explicar o inexplicável. evitar o inevitável. ponderar o imponderável.
não dá. não tente. não queira.
concertar o desconcerto?
já foi. já fez. tá feito.
voltar até o primeiro instante pra fazer diferente. ou igual. ou melhor. ou talvez...
falar menos. esperar mais.
impulso. impulso. impulso.
menina, não adianta, não adiante:
você não aprende mesmo.
você não tem o menor controle sobre isso.
não dá. não tente. não queira.
concertar o desconcerto?
já foi. já fez. tá feito.
voltar até o primeiro instante pra fazer diferente. ou igual. ou melhor. ou talvez...
falar menos. esperar mais.
impulso. impulso. impulso.
menina, não adianta, não adiante:
você não aprende mesmo.
você não tem o menor controle sobre isso.
5
passaram-se cinco dias. tempo suficiente pros pensamentos entrarem em redemoinho e voltarem ao ponto inicial umas trezentas vezes. não, no fim as histórias inventadas não começam nem terminam. mas ela era viciada em inventá-las. inofensivo. o mais perigoso mesmo era vivê-las. corda bamba: de um lado o real, de outro a invenção, em cima o céu, embaixo o novo. ela não tinha medo, parece. às vezes se vestia linda de equilibrista, e ia. o frio na barriga também era um vício.
[continua...]
[continua...]
Assinar:
Postagens (Atom)



