we're never gonna survive, unless...
We get a little crazy
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
realidade
o mundo dá muitas voltas, tudo muda muito rápido.
o tempo passa, o tempo vôa e parece que foi ontem que a Poupança Bamerindus existia e aquele gordo barbudo cantava aquela musiquinha pegajosa na propaganda.
os carros passam, os faróis ficam vermelhos, verdes, amarelos, vermelhos de novo. e nesse meio tempo tudo já não é mais o que era.
as pessoas passam. as pessoas morrem.
os bebês nascem e crescem e, quando você vai ver, nem são mais bebês.
acidentes acontecem, crianças crescem.
as casas mudam, os móveis mudam de lugar, as plantas crescem, florescem, secam.
casamentos começam e acabam. às vezes começam de novo. mas aí já mudou tudo.
as pessoas namoram, terminam, começam a namorar de novo, ficam solteiras. as pessoas mudam muito.
umas famílias crescem, outras diminuem.
roupas novas ficam velhas.
comidas estragam na geladeira.
restaurantes novos abrem e fecham nas esquinas. as esquinas mudam muito de cara. algumas ficam iguais por anos, mas tudo o que está ali muda.
tudo muda. o mundo gira muito rápido, a gente é que não percebe.
o tempo vai passando e até o garçom mais cativo do bar um dia muda de bar. e tudo vai muito bem no bar, mesmo sem o garçom mais querido. até que chega minha hora de ir ao banheiro. e é aí que eu percebo que tudo, tudo muda, exceto o banheiro imundo do Real, onde pessoas sempre entram em duplas, trios, quartetos, pra cheirar sua cocainazinha deprê. e enquanto entopem o nariz de lixo e falam merda, fazem os inocentes esperarem lá fora, apertados pra fazer xixi.
eu odeio o banheiro do Real. não por ser imundo. mas porque, ao contrário de tudo o que existe no mundo, as pessoas que vão ao banheiro do Real nunca mudam!
o tempo passa, o tempo vôa e parece que foi ontem que a Poupança Bamerindus existia e aquele gordo barbudo cantava aquela musiquinha pegajosa na propaganda.
os carros passam, os faróis ficam vermelhos, verdes, amarelos, vermelhos de novo. e nesse meio tempo tudo já não é mais o que era.
as pessoas passam. as pessoas morrem.
os bebês nascem e crescem e, quando você vai ver, nem são mais bebês.
acidentes acontecem, crianças crescem.
as casas mudam, os móveis mudam de lugar, as plantas crescem, florescem, secam.
casamentos começam e acabam. às vezes começam de novo. mas aí já mudou tudo.
as pessoas namoram, terminam, começam a namorar de novo, ficam solteiras. as pessoas mudam muito.
umas famílias crescem, outras diminuem.
roupas novas ficam velhas.
comidas estragam na geladeira.
restaurantes novos abrem e fecham nas esquinas. as esquinas mudam muito de cara. algumas ficam iguais por anos, mas tudo o que está ali muda.
tudo muda. o mundo gira muito rápido, a gente é que não percebe.
o tempo vai passando e até o garçom mais cativo do bar um dia muda de bar. e tudo vai muito bem no bar, mesmo sem o garçom mais querido. até que chega minha hora de ir ao banheiro. e é aí que eu percebo que tudo, tudo muda, exceto o banheiro imundo do Real, onde pessoas sempre entram em duplas, trios, quartetos, pra cheirar sua cocainazinha deprê. e enquanto entopem o nariz de lixo e falam merda, fazem os inocentes esperarem lá fora, apertados pra fazer xixi.
eu odeio o banheiro do Real. não por ser imundo. mas porque, ao contrário de tudo o que existe no mundo, as pessoas que vão ao banheiro do Real nunca mudam!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
na mosca
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