quinta-feira, 5 de junho de 2008

...aqueles que acham que é pouco...

...eu canto pra te empurrar...

eu quase sempre acho difícil saber quem eu sou.

...louco por ti Corinthians...

eu nunca mais assisti a futebol. mas como no fim das contas eu sou eu, e acho que uma parte de mim nunca muda, em uma quarta-feira qualquer, eu me lembro que meu time vai jogar e ligo a televisão. alegria, alegria.

... eu canto até ficar rouco...

eu quase nunca sei o que sou, mas sei que sou corinthiana até o fundo da alma, e isso é mais uma verdade absoluta da minha vida: nunca, jamais, em tempo algum serei capaz de mudar isso em mim. e saber disso é tão bom.

...aqui tem um bando de louco...

eu gosto da vibração que se espalha quando muita gente assiste a um jogo. na minha vizinhança isso é muito evidente. tanto que às vezes eu assisto ao jogo da varanda, só pra poder interagir com os companheiros (ou corneteiros que torcem contra, ficam só de urucubaca no time dos outros - detesto).
aí eu fico na varanda, vendo a tv lá dentro, e gritando pra fora: "vai Corinthians!", "cala a boca sãopaulino!", "enfia essa corneta no cú!", "vai zicar na puta que pariu!", "chupa, palmeirense! "grita agora, seu viado!".

...vâmo vâmo meu Timão...

e os fogos, minha gente?! quem foi que combinou que todo mundo na vizinhança ia comprar rojão pra ver o jogo naquele dia? ninguém. mas no primeiro gol você percebe que mesmo não estando no estádio, o que rola por aqui é uma torcida muito bem organizada. e olha que eu nem gosto de fogos. mas às vezes abro exceções.

...eu vivo por ti Corinthians...

tudo bem, tudo isso acontece em qualquer jogo, mas eu tô falando do meu time jogando e de como é boa a energia que contamina cada molécula do meu ar e do meu ser. como são bons os arrepios que sobem e descem a cada canto da torcida, a cada gol ou quase gol.

...vâmo meu Timão...

eu não sei direito quem eu sou, mas sei que é muito bom ser corinthiana. e é muito bom saber que existem tantos como eu que, naquela quarta-feira, pararam pra ver, torceram, gritaram, ganharam.

...não pára de lutar...

a criança e sua poética natural...

eu e a Ana no carro, passando por uma rua super arborizada, daquelas em que as copas das árvores dos dois lados se juntam.

a Ana, olhando tudo ao redor, exclama:
- mamãe! túni!
e eu:
- túnel?
e ela:
- é! de ávris!

túnel de árvores... uma metáfora muito linda vinda de quem ainda nem sabe o que é uma metáfora.