passaram-se cinco dias. tempo suficiente pros pensamentos entrarem em redemoinho e voltarem ao ponto inicial umas trezentas vezes. não, no fim as histórias inventadas não começam nem terminam. mas ela era viciada em inventá-las. inofensivo. o mais perigoso mesmo era vivê-las. corda bamba: de um lado o real, de outro a invenção, em cima o céu, embaixo o novo. ela não tinha medo, parece. às vezes se vestia linda de equilibrista, e ia. o frio na barriga também era um vício.
[continua...]
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